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No dia 27 de maio de 1961, em Conquista, 28 bancários em assembléia criaram a ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE VITÓRIA DA CONQUISTA. A diretoria eleita, composta por funcionários do Banco do Brasil, teve como presidente Álvaro Reis. Oito meses depois, no dia 27 de janeiro de 1962, em uma histórica assembléia, os bancários de Conquista transformam a Associação em Sindicato, aprovam seu primeiro estatuto e elegem Álvaro Reis presidente, que deixa a diretoria pouco tempo depois, passando o cargo a Gileno Exalto, também funcionário do Banco do Brasil. Em abril de 62, Auta Prates dos Santos, Eufrozina Amorim Tavares e Maria Gusmão Freitas, funcionárias do Banco do Comércio, são as primeiras mulheres a se filiarem ao Sindicato, chegando a fazer parte da sua diretoria. A greve nacional dos bancários a partir de setembro de 63 desencadeia o primeiro movimento grevista em nossa cidade. Em janeiro de 64 são convocadas novas eleições através de edital publicado no jornal “O COMBATE” e um mês depois é eleito José Luiz de Santa Isabel, do Banco do Brasil. Com o golpe militar, a repressão é violenta e muitos trabalhadores são presos, acusados de subversivos e comunistas. Mesmo com a expedição da Carta Sindical pelo Ministério do Trabalho em 24/06/1964, reconhecendo a existência do Sindicato dos Bancários, a entidade passa por um período de inatividade, se reorganizando somente em 1966, com a eleição de uma nova diretoria. Neste período, e tendo como presidente Aldovandro Carneiro Carvalho, funcionário do Banco do Brasil, o Sindicato funcionou na Rua Monsenhor Olímpio, onde se localizou até pouco tempo o HSBC. Embora limitado pelo regime da época a realizar atividades apenas de caráter administrativo e assistencialista, merece destaque à carta enviada pelo Sindicato dos Bancários à Presidência da República reclamando sobre as condições de trabalho da categoria. Como resposta, o Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco ordenou que um Inspetor do Ministério do Trabalho se apresentasse uma vez por mês ao Sindicato para que as agências bancárias de Conquista fossem fiscalizadas. Outra iniciativa importante foi a criação, através do Sindicato, de uma cooperativa habitacional que permitiu a construção de 216 casas no Bairro da Escola Normal, hoje o BNH, beneficiando bancários e comerciários da cidade. Aldovandro Carneiro Carvalho, eleito em 1966 é reeleito por duas vezes, deixando a presidência do SEEB apenas em janeiro de 1971. Assume Rauldenis Silva, funcionário do Banco da Bahia, nos primeiros anos da década de 70, época em que os brasileiros enfrentam um dos momentos mais difíceis após o golpe de 64. De 1978 a 1986 ocupa a presidência Ronildo Soares Bahiano, funcionário do Econômico. Um ano anterior à sua saída, os bancários começam a organizar uma oposição nos bancos oficiais e privados, e participam da histórica greve nacional daquele ano. Em 1987 a chapa CONSCIÊNCIA BANCÁRIA é a única inscrita para o processo eleitoral, encabeçada por Miguel Arcanjo Felício de Jesus, do BNB. O sindicato retoma então sua trajetória de participação e luta, iniciando uma etapa de dinamismo e determinação política na vida da entidade, que é inserida a partir daí nas lutas gerais dos trabalhadores. Em 1988, a base sindical se amplia para 40 cidades aumentando a força de representação do Sindicato; O primeiro Congresso Regional dos Bancários aconteceu em 1989, sendo um marco na história da categoria, traçando novos rumos para a luta em nossa região. Após ampla consulta a categoria em toda a base e aprovação em assembléia, o Sindicato se filia à Central Única dos Trabalhadores - CUT em 15/03/90. Tendo Miguel Felício como presidente, a diretoria do sindicato é reeleita em 92 com uma larga margem de votos sobre a chapa de oposição. Os bancários passam a ocupar um papel de destaque em Conquista pela sua participação em lutas como as greves gerais e específicas da categoria, o impeachment de Collor, a Reforma Agrária, o Movimento contra a Corrupção e outras. Em 93, o Sindicato já começa a funcionar na Rua Dois de julho. De 1995 até 2004 a presidência do sindicato é ocupada por Antonio Eduardo Santos Moraes, funcionário do BBV. Na eleição realizada no final de 2001, com uma renovação de mais de 30% em seu quadro, a diretoria é eleita para estar no comando da entidade pelo próximo triênio 2002/2004, obtendo 96,7% dos votos. Antonio Eduardo Moraes é o presidente eleito. Vários investimentos são feitos na modernização da infra-estrutura da entidade, com amplas instalações e serviços totalmente informatizados, dando suporte para que todas as diretorias atuem na defesa dos direitos da categoria. Em novembro de 2004, foi eleito presidente, com 96% dos votos da categoria, para o triênio 2005/2007, o bancário do Banco do Brasil, Delson Brito Coêlho, com o compromisso de construir uma nova ordem social, combatendo o neoliberalismo, continuando a modernização da gestão administrativa da entidade, ampliação da representação dos trabalhadores nos novos seguimentos do Sistema Financeiro na base, combate ao assédio moral nos locais de trabalho, desenvolver ações de conscientização de prevenção às doenças ocupacionais, propiciando uma melhor qualidade de vida aos bancários e bancárias, manutenção da unidade da categoria e da classe trabalhadora na conquista pelos seus objetivos na construção de uma sociedade justa e fraterna. A IMPRENSA DO SEEB Na parte impressa, foi criado também o Piquete Mural com circulação as segundas, terças, quartas e sextas-feiras. Como instrumento de denúncia e informação surgiu O PIQUETE CLIENTE, editado sempre que necessário. As mulheres possuem um jornal especial: O PIQUETE MULHER que é publicado bimestralmente. Além disso, na parte impressa ainda são criados cartazes, panfletos, folders, cartilhas, etc. Vendo a necessidade de ampliar as formas de comunicação, não só com a base, mas com todo o mundo, o Sindicato criou um site na internet, onde disponibiliza a sua história, galeria de fotos, notícias atualizadas diariamente, espaço para colaboradores, notícias do jurídico e as principais informações referentes à entidade. Desde julho de 2000, o sindicato tem seu domínio próprio na internet: (www.bancarios.com.br). Atualmente já são mais de 114 mil visitas. A partir daí, implantou também um boletim diário via e-mail (O PIQUETE MAIL). Mesmo com tudo que conquistou para a sua organização, a categoria se depara com desafios bem maiores que antes: o desemprego, o arrocho salarial e a exploração, flagelos do neoliberalismo, que chegam a níveis insuportáveis. Cada trabalhador é convocado para a luta e por isso, essa história não se encerra aqui. Precisamos estar juntos, Sindicato, bancários e sociedade, para construindo uma nova ordem social. Pesquisa: Eduardo Moraes |




